Lindo
filme. Como disse no começo do blog, postaria o que me desse vontade.
Eu que venho de uma longa internação com a Catarina, não poderia deixar
de comentar, não vou "contar" para que você assista, vou somente
comentar as minhas impressões como mãe. Conheço bem essa vontade que nos
leva aos extremos para manter nossos filhos vivos, mesmo doentes, sem
uma qualidade de vida aceitável, não é bem o caso da Catarina porque ela
vive relativamente bem, controlando seus espasmos e convulsões, ainda
que de difícil controle (difícil controle pela frequencia e não pela
intensidade), com remédios. No caso do filme a criança tem câncer o que
torna sem relação o caso da Catarina com o de KAte, personagem
principal. Dai o motivo de somente falar como mãe. Não tem como não se
colocar no lugar de mãe sendo mãe.Costumo dizer que o amor que sentimos é
tão sincero e puro, que as vezes nos sentimos dona da vida do filho,
tornando esse amor egoísta, onde o que importa é manter o filho vivo,
sem se importar se ele, o filho, está tendo uma vida de qualidade.
Quando fiquei na UTI com a CAtarina convivi com muitas mães de crianças
com cÂncer mas tive mais contato com uma mãe de Manaus, minha querida
MIS, que perdeu o filho SIlvio para um câncer no bulbo. E não me esqueço
do "pedido que ela fez a DEus" : que libertasse seu filho do leito.
No outro dia o Silvio faleceu. Esse amor não foi egoísta, é como se ela
tivesse "liberado"para que Deus fizesse o que achasse melhor. Aprendi
muito com isso. Parei de querer deixar a Catarina viva a todo custo.
Graças a Deus ela foi melhorando e saímos da UTI. PAra mim foi uma
lição. No filme, a mãe, custa a aceitar que é hora de deixar a filha
morrer e aceitar também é um ato "muito grande" de amor. Eu chorei o
filme todo, uma história emocionante, onde cada personagem te traz uma
lição. Confira.
Beijos.



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